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Google | Modelo de negócios torna o usuário seu principal produto

7 de junho de 2010

Google - modelo de negócio torna usuário seu principal produto

A cada dia que passa, a Google lança um serviço, uma nova ferramenta que acaba por facilitar um pouco mais nossa vida no trabalho e em outros tantos processos no dia-a-dia. Exemplos como o Gmail, Google Analytics, Google Docs, Google Maps, seu buscador e Google Translate só reforçam isso. Com certeza você usa pelo menos dois deles diariamente.

E agora chegou o Google Latitude que é um aplicativo que pode ser instalado no seu celular e mostra onde seus amigos estão – usando Google Maps! Pois é, a era do real time está a toda (e vai continuar cada vez mais), mas cá entre nós, a Google investe pesado na criação e desenvolvimentos de todos esses serviços e aplicativos para, no final do processo, serem simplesmente colocados na rede de graça. Mas por que? Como entender seu sucesso e o lucro de milhões de dólares todo final de trimestre?

Há um único meio de entendermos seu modelo de negócio e que faz girar suas engrenagens. Na realidade, você não paga nada para ter acesso aos serviços que mencionei antes, certo? Eles são muito bons, confiáveis e estão em constante atualização. Além disso, alguns deles possibilitam a fácil integração com outros programas pagos, como o Word e Excel. Então quem não os usariam? É exatamente este seu ponto chave. Seus serviços e aplicativos disponíveis não são seus produtos, mas sim a forma que atrai mais e mais pessoas. Somos nós o seu verdadeiro produto, somos sua audiência, os anunciantes, os que buscam produtos e acessamos os links patrocinados na página de busca e também em páginas que permitem anúncios patrocinados.

O engraçado é que este modelo não é novo. Antigamente, os jornais viviam exclusivamente de anúncios veiculados em seus classificados. Eram poucas linhas escritas, preto e branco, sem fotos. Com o tempo os formatos foram diversificando e hoje há tantos anúncios coloridos quanto em revistas. O que atraia os leitores não eram os anúncios em si, mas as notícias e matérias diversas, surgindo assim os cadernos com diferentes assuntos.

Mas qual a relação do jornal e do Google? Eles criam formas de atrair atenção, garantem material de interesse e com isso garantem sua “audiência”, atraindo anunciantes. Shalá! A mágica está feita.

É claro que cada um faz isso ao seu modo. Como o Google lida com tecnologia, as ferramentas são bem mais complexas mas a forma é a mesma. Mas o interessante é pensar que tudo o que eles fazem, toda essa oferta de recursos é destinada a você! A estratégia deles é identificar o que te interessa, o que você irá precisar daqui 1 ou 2 anos e melhorar o que já está disponível. Nós só absorvemos tudo isso e ainda somos beneficiados pela concorrência – Microsoft, Yahoo, entre muitos outros. E cá entre nós, quem não esse universo enorme de usuários olhando seu link patrocinado?

Esta estratégia pode ser feita por sua empresa também. Tempos atrás escrevemos sobre a gratuidade como uma forma de estratégia. Você pode oferecer algo de graça e que seja útil para seu cliente, algo simples mas que pode fazer toda a diferença sobre a forma como seu cliente observa seu produto principal, seus serviços, seu atendimento e qualidade. Tudo isso pode significar um maior retorno.

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